Pular para o conteúdo

Triagem digital · Doença de Wilson

A Doença de Wilson tem tratamento. O que demora é o diagnóstico: até 44 meses.

Quando a doença começa pelo cérebro são 44 meses até o diagnóstico; pelo fígado, 14. O WilFind transforma esse tempo em minutos — e cobre também os casos sem o anel de Kayser-Fleischer, que em crianças brasileiras aparece em apenas 41%.

  • MVP ao vivo
  • Dados em HL7 FHIR
  • Triagem em ~2 min

O WilFind é uma ferramenta de triagem e apoio — não realiza diagnóstico e não substitui avaliação médica.

A doença em 30 segundos

Um metal essencial que vira veneno

Na Doença de Wilson, uma falha no gene ATP7B (cromossomo 13) impede o corpo de eliminar o excesso de cobre. Ele se acumula no fígado, no cérebro e na córnea.

Acúmulo tóxico

O cobre que deveria ser excretado se deposita nos órgãos e os agride de forma silenciosa por anos.

Fatal sem tratamento

Sem intervenção, a progressão leva à falência hepática e a danos neurológicos irreversíveis.

Tratável — e quanto mais cedo, melhor

Com terapia vitalícia de baixo custo (quelantes de cobre), a maioria estabiliza ou melhora. Mas o dano neurológico já instalado — disfagia, rigidez, distonia — não regride nem após 15 anos de tratamento. O que decide o desfecho é o tempo até o diagnóstico.

Como ela se manifesta

Distribuição na maior série brasileira (Deguti 2024, HC-FMUSP, n=262). Em outras coortes as categorias se sobrepõem e as somas passam de 100% — a ambiguidade é o que confunde o diagnóstico.

Hepático~36.3%

Hepatite, cirrose, falência

Neurológico~34.7%

Tremores, distonia, disartria

Assintomático~16.8%

Descoberto por rastreamento familiar

Neuropsiquiátrico~8.3%

Depressão, alterações de comportamento

O problema

Anos perdidos numa doença que não podia esperar

A Doença de Wilson imita hepatites, Parkinson e depressão. O resultado é um dos maiores atrasos diagnósticos da medicina.

14–44meses

até o diagnóstico — 14 quando começa pelo fígado, 44 pelo cérebro

Merle 2007, Gut, n=163

41%

das crianças brasileiras com DW têm o anel de Kayser-Fleischer

Sócio 2010, UFMG, n=17

5–7×

menos casos diagnosticados do que a genética prevê

Gao 2019 · Fang 2024–2025

Fatal

se não tratada — mas evitável com terapia de baixo custo

literatura DW

Por que é tão difícil — e o nosso moat

A armadilha do anel no olho

O anel de Kayser-Fleischer (K-F) é o sinal clássico da DW — e o menos confiável. Na maior série brasileira, com 262 pacientes, o anel apareceu em 78% enquanto a ceruloplasmina baixa apareceu em 98%. Em crianças, o anel cai para 41%.

A DW se disfarça de:

  • Hepatiteelevação de enzimas hepáticas sem causa aparente

  • Parkinsontremor em bater de asas (wing-beating tremor), distonia

  • Depressãosintomas psiquiátricos que precedem o diagnóstico

41%

das crianças brasileiras com DW têm o anel K-F

as outras seis em cada dez são exatamente quem uma triagem só de imagem do olho deixaria passar.

90% dos casos neurológicos têm o anel — Steindl 1997

98.3% têm ceruloplasmina baixa — Deguti 2024

Com K-F

Trilha visual

Foto do olho → IA de visão detecta o anel K-F e a icterícia.

Sem K-F

Trilha bioquímica

Questionário + exames do SUS alimentam os critérios laboratoriais.

Escore de Leipzig

≥ 4

As duas trilhas convergem no padrão internacional. ≥ 4 = diagnóstico estabelecido.

Cobrir as duas apresentações — com e sem o anel K-F — é a barreira de entrada do WilFind. Ferramentas que olham só o olho perdem justamente os casos mais silenciosos.

Para quem

Três pessoas, três jornadas

O WilFind se adapta ao momento de cada uma — da triagem obrigatória ao monitoramento vitalício.

P1 · Triagem obrigatória

Ainda não investiga nada

Exames ocupacionais (NR-7) ou saúde escolar (PSE). Faz a triagem por rotina, sem suspeita prévia.

Sucesso: sair da triagem com um nível de risco confiável usando só foto + questionário.

P2 · Em investigação

Já tem alguns exames

Sintomas inexplicados e alguns laudos na mão. Precisa organizar as peças do quebra-cabeça.

Sucesso: consolidar exames e sintomas num Escore de Leipzig e num PDF para levar ao especialista.

P3 · Diagnosticado

Convive com a doença

Já tem o diagnóstico e faz tratamento vitalício. Precisa acompanhar a aderência e a evolução.

Sucesso: monitoramento contínuo e alertas de piora ou baixa aderência ao tratamento.

Software

Engenharia por dentro

Uma arquitetura pensada para rigor clínico, transparência e interoperabilidade — pronta para o hospital.

Arquitetura

Front-endNext.js · TypeScript · Tailwind

Interface responsiva e acessível.

Back-endFastAPI · Python

Orquestra a triagem e as regras clínicas.

DadosPostgreSQL · Supabase (RLS)

Isolamento por linha (Row-Level Security).

InteroperabilidadeHL7 FHIR R4

Padrão que prepara a integração hospitalar (B2B).

Pipeline de triagem

  1. 01

    Foto do olho

    Captura por celular (via QR) ou desktop.

  2. 02

    Portão de qualidade

    IQA rejeita imagens escuras, fora de foco ou sem olho.

  3. 03

    IA de visão

    Sinaliza anel K-F e icterícia.

  4. 04

    Heatmap (Grad-CAM)

    Mostra a região que sustentou a decisão.

  5. 05

    Questionário + exames

    Alimentam os critérios laboratoriais e clínicos.

  6. 06

    Motor de Leipzig

    Cálculo determinístico do escore.

  7. 07

    PDF

    Relatório para o paciente levar ao médico.

Princípios de engenharia

Leipzig auditável (XAI)

O escore é 100% determinístico: cada ponto é justificado. O oposto de uma caixa-preta.

Degradação graciosa

Funciona mesmo com dados faltando — critérios ausentes nunca penalizam o resultado.

Interoperabilidade FHIR

Saída em HL7 FHIR R4, preparando a integração com sistemas hospitalares.

Hardware

A pulseira de monitoramento

O protótipo do wearable em 3D interativo: gire, aproxime, abra a vista explodida e toque em cada componente para ver o que ele faz.

Componentes

  • ESP32-S3 SuperMini (Microcontrolador). Microcontrolador com Wi-Fi e Bluetooth: é o “cérebro” que lê os sensores e transmite os dados. Exemplo de leitura: Envia um pacote de leituras a cada 1 s por Wi-Fi. Por que importa: É minúsculo (22,5 × 18 mm), o que permite caber numa pulseira. Dimensões: 22,52 × 18 mm.
  • MAX30102 (Sensor óptico de reflexão). Tem LEDs vermelho e infravermelho + um fotodíodo, e mede variações da luz refletida numa superfície próxima. Exemplo de leitura: Forma de onda do sinal óptico ao longo do tempo. Por que importa: Precisa encostar na pele: a carcaça tem uma abertura recortada no tamanho do sensor, para a face óptica ficar rente à superfície — se ficar afundada, entra luz ambiente e o sinal se perde. Dimensões: ≈ 14 × 20,8 × 3 mm.
  • MPU6050 (GY-521) (Unidade de movimento (IMU)). Acelerômetro + giroscópio de 3 eixos; mede movimento, inclinação e vibração. Exemplo de leitura: Aceleração X/Y/Z em g e rotação em °/s. Por que importa: Capta como o aparelho se move e é orientado. Dimensões: 20 × 16 × 2 mm.
  • CJMCU-6701 (Módulo de condutância). Módulo que mede a condutância elétrica entre dois pontos de contato na pele; conecta-se por dois fios finos aos eletrodos de dedo, que saem da carcaça por dois furos na lateral. Exemplo de leitura: Condutância em microsiemens (µS). Por que importa: Precisa de bom contato com a pele — por isso os eletrodos destacáveis nos dedos. Dimensões: ≈ 32,3 × 17,8 × 6,7 mm.
  • Eletrodo de dedo (GSR) (Par destacável de eletrodos). Par de discos metálicos (⌀ 18 mm) presos por tiras elásticas nos dedos indicador e médio, conectados por fio ao módulo CJMCU-6701 dentro da carcaça. Exemplo de leitura: Condutância em microsiemens (µS), variando com o toque. Por que importa: Medir a condutância da pele no pulso não é confiável (baixa densidade de glândulas sudoríparas ali) — os dedos são o local padrão-ouro na literatura de GSR, por isso o eletrodo é destacável e usado à parte, não fixo na carcaça. Dimensões: ⌀ 18 mm · tira ≈ 11 mm.
  • Carcaça (TPU) (Impressa em 3D, flexível). Peça flexível impressa em 3D que abriga as placas, a bateria e o interruptor; tem a abertura alinhada ao sensor óptico, o recorte da alavanca do interruptor e os dois furos de borda arredondada por onde saem os fios dos eletrodos. Por que importa: Flexível e confortável, mantém tudo no lugar. Dimensões: ≈ 50 × 44 × 16 mm.
  • Pulseira (Faixa ajustável). Faixa ajustável que prende o aparelho ao pulso; encaixa nos pinos laterais (encaixe destacável) e pode ser trocada sem ferramenta. Dimensões: Largura ≈ 21 mm.
  • Bateria LiPo 3.7V (Fonte de energia). Fonte de energia recarregável do wearable (LiPo P502035, 350 mAh). Exemplo de leitura: Autonomia a medir em bancada — depende do ciclo de rádio. Por que importa: Permite operação sem fio pelo dia todo; recarrega pela mesma entrada USB-C usada pra programar o dispositivo. Dimensões: 35 × 20 × 5 mm.
  • Interruptor liga/desliga (Chave física de energia). Chave deslizante (SS12D00G4) que corta a energia da bateria por completo; o corpo encaixa num berço interno e a alavanca fica exposta na parede traseira da carcaça. Por que importa: Elimina consumo em repouso quando o aparelho não está em uso — sem essa chave, a bateria continuaria drenando mesmo desligado por software. Dimensões: ≈ 8,6 × 3,6 × 3 mm.
  • Encaixe de pulseira destacável (Pino/vão (quick-release)). Mecanismo de pino/vão que prende a pulseira na carcaça: um pino fino atravessa o laço da ponta da pulseira e apoia nas orelhas laterais. Por que importa: Permite trocar a pulseira (tamanho, cor, higienização) sem ferramenta, igual a um smartwatch comum — facilita também a montagem manual do wearable. Dimensões: Pino ⌀ ≈ 1,8 × 24 mm.

Ao vivo

Não é maquete — é um produto no ar

O WilFind já existe e está público. Abra o MVP ou experimente o motor clínico aqui mesmo.

MVP ao vivo

A plataforma WilFind

Triagem completa: visão ocular, questionário por persona, exames, Escore de Leipzig e geração de PDF.

wilfind.vercel.app

Simulador do Escore de Leipzig

Ajuste os controles e veja o escore recalcular ao vivo. Repare como um caso hepático sem o anel K-F ainda atinge o diagnóstico.

Anel de Kayser-Fleischer
Sintomas neurológicos (ou RM alterada)
30 mg/dL
30 µg/24h

LSN = 40 µg/24h (PCDT 2024)

Escore total0pts
Diagnóstico improvável≤ 2
Escore de Leipzig: 0 ptsDiagnóstico improvável
  • Anel K-F0
  • Neurológico / RM0
  • Ceruloplasmina0
  • Cobre urinário 24h0
  • Anemia hemolíticanão informado
  • Cobre hepáticonão informado
  • Mutação ATP7Bnão informado

Simulação educativa do Escore de Leipzig — não é diagnóstico.

Base científica

Ancorado no consenso internacional

Nada aqui é opinião. Cada decisão clínica se apoia em diretrizes revisadas por pares.

Metabolismo do cobre

A falha no gene ATP7B compromete a excreção biliar de cobre, causando seu acúmulo tóxico.

Escore de Leipzig

Sistema de pontuação do Consenso de Leipzig (2001) — o padrão internacional para o diagnóstico da DW.

Cortes laboratoriais

Pontos de corte de ceruloplasmina e cobre urinário conforme o Quadro 2 do PCDT da Doença de Wilson (Portaria SAES/SECTICS nº 15, de 01/11/2024), alinhado à EASL-ERN 2025 e à AASLD 2022.

Evidência dos casos sem K-F

Na maior série brasileira (n=262), o anel apareceu em 78.3% dos pacientes e a hipoceruloplasminemia em 98.3%. Em crianças, o anel cai para 41% — a base do nosso moat.

Cortes de referência

Ceruloplasmina

< 10 mg/dL = +2 · 10–20 = +1

PCDT 2024, Quadro 2

Cobre urinário 24h

LSN = 40 µg/24h · 1–2×LSN = +1 · >2×LSN = +2

PCDT 2024, Quadro 2

Diagnóstico estabelecido

Escore de Leipzig ≥ 4

PCDT 2024 · Consenso de Leipzig 2001

Referências

  1. 1.BRASIL. Ministério da Saúde. CONITEC. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença de Wilson. Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 15, de 1º de novembro de 2024. Brasília: Ministério da Saúde, 2024.
  2. 2.EUROPEAN ASSOCIATION FOR THE STUDY OF THE LIVER; EUROPEAN REFERENCE NETWORK. EASL-ERN Clinical Practice Guidelines on Wilson's disease. Journal of Hepatology, 2025. DOI 10.1016/j.jhep.2024.11.007.
  3. 3.SCHILSKY, M. L. et al. A multidisciplinary approach to the diagnosis and management of Wilson disease: 2022 Practice Guidance (AASLD). Hepatology, 2022. DOI 10.1002/hep.32801.
  4. 4.FERENCI, P. et al. Diagnosis and phenotypic classification of Wilson disease (Consenso de Leipzig, 2001). Liver International, v. 23, n. 3, p. 139–142, 2003.
  5. 5.MERLE, U. et al. Clinical presentation, diagnosis and long-term outcome of Wilson's disease: a cohort study. Gut, v. 56, n. 1, p. 115–120, 2007. DOI 10.1136/gut.2005.087262.
  6. 6.STEINDL, P. et al. Wilson's disease in patients presenting with liver disease: a diagnostic challenge. Gastroenterology, v. 113, n. 1, p. 212–218, 1997.
  7. 7.DEGUTI, M. M. et al. Wilson's disease: a Brazilian cohort of 262 patients. Arquivos de Neuro-Psiquiatria, 2024. DOI 10.1055/s-0044-1786855.
  8. 8.SÓCIO, S. A. et al. Doença de Wilson em crianças e adolescentes. Revista Paulista de Pediatria, 2010.
  9. 9.ANTOS, A. et al. Early neurological deterioration in Wilson's disease: a systematic review and meta-analysis. Neurological Sciences, 2023. DOI 10.1007/s10072-023-06895-6.
  10. 10.GAO, J. et al. Exploring the underlying prevalence of Wilson disease. Genetics in Medicine, 2019. DOI 10.1038/s41436-018-0309-9.

Segurança, ética e conformidade

Rigor de saúde digital, não de protótipo

Uma ferramenta clínica precisa ser segura, auditável e respeitar o paciente. Estes são os nossos compromissos.

SaMD — triagem, não diagnóstico

Software como dispositivo de apoio: informa e encaminha; quem diagnostica é o médico.

Humano no loop

O resultado é um insumo para a decisão clínica, sempre com um profissional na ponta.

IA explicável (XAI)

Escore de Leipzig auditável + heatmap Grad-CAM: dá para ver o porquê.

LGPD

Tratamento de dados sensíveis conforme a Lei Geral de Proteção de Dados.

HL7 FHIR R4

Interoperabilidade em padrão aberto para sistemas de saúde.

Segurança (RLS)

Isolamento de dados por Row-Level Security no banco.

Mercado & oportunidade

Uma população inteira sem porta de entrada

A DW é rara, mas subdiagnosticada — e existem canais públicos prontos para a triagem em escala.

~0mil

pessoas no Brasil — extrapolação, não há estudo brasileiro

0

óbitos por Doença de Wilson registrados no Brasil (2000–2019)

A prevalência genética estimada (1:7.194, Gao 2019) é 5–7 vezes maior que a efetivamente diagnosticada em sistemas de saúde de alta renda. Quanto dessa diferença é subdiagnóstico e quanto é penetrância incompleta segue em debate na literatura. Não existe estudo de prevalência populacional de DW no Brasil — o número brasileiro é extrapolação.

Canais de entrada existentes

  • PSEPrograma Saúde na Escola — triagem em saúde escolar.

  • NR-7Norma Regulamentadora de exames ocupacionais obrigatórios.

Respaldo legislativo

  • PL 1.219/2019Projeto de lei relacionado à triagem/atenção à Doença de Wilson.

  • PL 6.968/2006Projeto de lei correlato no campo da saúde pública.

Sem projeções financeiras nesta seção — dimensionamento populacional e de canais apenas.

Modelo de negócio

Do SUS ao hospital, do hospital ao mundo

Uma estratégia em três fases, começando pelo acesso gratuito e ampliando para receita B2B.

Fase 1

Freemium + ponte com o SUS

Triagem gratuita ao cidadão; dados anonimizados licenciados (base LGPD) sustentam a operação.

Fase 2

B2B hospitalar + wearable

Integração via HL7 FHIR com hospitais e o wearable como serviço por assinatura.

Fase 3

Internacional + IP

Expansão para outros países e proteção de propriedade intelectual.

Projeções financeiras

Em elaboração.

Testes & validação

Honestidade científica

Separamos o que já foi medido do que ainda é por concepção — e nomeamos as limitações.

Já validado (medido)

  • Motor do Escore de Leipzig coberto por testes automatizados (determinístico).
  • Auditoria de acessibilidade seguindo eMAG + WCAG 2.1 AA.

Garantido por concepção

  • Degradação graciosa: dados faltantes não penalizam o escore.
  • Escore auditável: cada ponto é rastreável à sua regra.

Limitações (trabalho futuro)

  • Sensibilidade e especificidade da visão ocular vs. lâmpada de fenda ainda não foram medidas clinicamente.
  • Validação prospectiva em coorte real é uma etapa planejada, não concluída.

Documentação do projeto

O projeto inteiro, em 12 páginas

Um documento público que explica o WilFind por completo: o problema clínico, como o sistema funciona, o que já foi medido em bancada — e o que ainda não foi validado.

WilFind — Visão Geral do Projeto

PDF · 12 páginas · português · v2.0

O que você encontra dentro

  • Por que o diagnóstico da Doença de Wilson leva de 14 a 44 meses, conforme por onde a doença começa.
  • A lacuna que define o projeto: os casos hepáticos sem o anel de Kayser-Fleischer.
  • Como funcionam os três módulos — e por que a saída é um PDF, não mais um sistema.
  • Resultados medidos em bancada, com a lista do que ainda não foi validado.
Abrir documentação

Abre em nova aba. v1.0

E o artigo científico?

Continua em produção. O documento acima descreve o projeto e seus resultados de engenharia — não é publicação revisada por pares e não apresenta medidas de acurácia diagnóstica, porque o estudo de validação clínica ainda não foi conduzido.

Processo · diário de bordo

De projeto estudantil a startup

A trajetória honesta do WilFind, sem retoques.

  1. Origem

    WilMind → WilFind

    O pivô de um projeto estudantil para uma plataforma clínica focada na Doença de Wilson.

  2. Construção

    MVP funcional

    Plataforma completa no ar, do exame ocular ao PDF.

  3. Escrita

    Artigo

    Sistematização da fundamentação clínica e técnica.

  4. Qualidade

    Auditoria de acessibilidade

    Revisão eMAG + WCAG 2.1 AA da interface.

Roadmap

Para onde vamos

Marcos concretos por fase.

Fase 1

Acesso e validação

  • Triagem gratuita públicaConcluído
  • Validação clínica da visão ocular
  • Pilotos em PSE / NR-7
Fase 2

Integração hospitalar

  • Wearable de monitoramentoConcluído
  • Integração HL7 FHIR
  • Contratos B2B
Fase 3

Escala e novas doenças

  • Plataforma multi-doença: outras condições detectáveis por olhos, sensores e exames
  • Expansão internacional
  • Propriedade intelectual

Equipe

Quem constrói

Um núcleo enxuto, com papéis bem definidos.

Alexandre

Desenvolvedor · Pesquisador · Idealizador

Concebeu o WilFind e conduz a pesquisa clínica e a engenharia da plataforma — software, hardware e integração.

Dante

Apresentador

Conduz a apresentação do WilFind e a comunicação do projeto com bancas, parceiros e público.

Gustavo

Pesquisador

Conduz o levantamento clínico e bibliográfico que sustenta os critérios diagnósticos do WilFind.

FAQ

Perguntas frequentes

O WilFind faz diagnóstico?
Não. É uma ferramenta de triagem e apoio: informa o nível de risco e gera um relatório. O diagnóstico é sempre do médico.
Meus dados estão seguros?
Sim. O tratamento segue a LGPD, a saída usa o padrão HL7 FHIR R4 e o banco isola dados por Row-Level Security (RLS).
Preciso de exames para usar?
Não necessariamente. Para a triagem inicial (P1), só a foto do olho e o questionário já geram um risco confiável. Exames aumentam a precisão.
Funciona sem o anel no olho?
Sim — esse é o nosso diferencial. Em crianças brasileiras com DW o anel aparece em apenas 41% dos casos, e mesmo em adultos ele falha em cerca de um a cada cinco. A trilha bioquímica + Escore de Leipzig cobre justamente esses.
O médico precisa se cadastrar?
Não. O paciente faz a triagem sozinho e leva um PDF pronto à consulta. Nenhuma conta é exigida do médico.

Transforme anos de espera em minutos

Faça a triagem gratuita agora — ou explore a base científica por trás dela.

O WilFind é uma ferramenta de triagem e apoio — não realiza diagnóstico e não substitui avaliação médica.